sábado, 6 de março de 2010

Professores da rede estadual entram em greve

Por: Paula Cristina* (paula@abcdmaior.com.br)

“O Serra desgastou o ensino estadual, deteriorou o desconsiderou os professores, fazemos algo para defender a categoria, os alunos e os pais de alunos”.

Em assembleia realizada em frente à Secretaria da Educação, na praça da República, na Capital, os professores da rede pública estadual de ensino decidiram parar as aulas a partir de segunda feira (08/03). A principal reivindicação dos professores é a de reajuste imediato de 34,3%, referente às perdas salariais dos últimos 12 anos.

A Apeoesp (Sindicato Estadual dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) também lista entre a pauta de reivindicações , redução do número de ACTs (professores admitidos em caráter temporário) dos atuais 100 mil para apenas 10 mil, além da realização permanente e aumento dos concursos para professores estaduais. De acordo com dados da Apeoesp, o ABCD possui aproximadamente 19 mil professores nas 270 escolas da Região. Destes, mais de 6,5 mil são temporários.

Além da Apeoesp, decidiram pela greve na rede estadual os representantes do Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo), CPP (Centro do Professorado Paulista) e Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo).

“A greve veio para que uma melhoria aconteça nas escolas estaduais, que foram abandonadas pelo governo do estado”, afirmou Francisco Gomes, o Chico, conselheiro da Apeoesp em Mauá. Os próximos passos da da mobilização dos professores da rede estadual ocorrem na terça e quarta-feira (9 e 10/03) quando o comando de greve conversará com pais e outros professores justificando as ações tomadas pela associação. “Independente dos conflitos dentro da Apeoesp, os docentes e os discentes não podem pagar, por isso vamos até as escolas esclarecer o ocorrido”, afirmou Chico. A Apeoesp calcula que 10 professores participaram da assembleia na praça da República.

A Apeoesp levou três ônibus comprofessores do ABCD para a assembléia. Muitos tiveram de ir às escolas pela manhã para a atribuição de aulas maracada pelo governo, para, em seguida, irem à assembleia. Os professores têm de comparecer à atribuição para pegar novas aulas e garantir trabalho e renda. Os dirigentes sindicais criticaram a marcação de atribuição de aulas para esta sexta e consideraram que poderiam ter levado pelos menos seis ônibus para a assembléia.

Uma nova assembleia entre os professores acontecerá na próxima sexta-feira (12/03), em frente do Masp, na avenida Paulista, Capital, quando os professores decidirão a continuidade da greve. “Nossos objetivos são claros, e esperamos ser atendidos, vamos ao Masp esperando não precisar dar continuidade a greve”, acrescentou Chico. A decisão de entrar em greve, de acordo com o conselheiro, ocorreu devido aos problemas de relacionamento com o governo do Estado. “O Serra desgastou o ensino estadual, deteriorou o desconsiderou os professores, fazemos algo para defender a categoria, os alunos e os pais de alunos”, completou.

Além da Apeoesp, decidiram pela greve os integrantes do Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo), CPP (Centro do Professorado Paulista) e Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo).

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